Esporte da época dos dinossauros
Posted by Lima Filho | Posted in Notícia | Posted on 20-11-2009
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Bem amigos do Papo de 2, voltamos agora em definitivo….ehhehehe. Ê Galvão Bueno!!!
Só um ganchinho pra falar de futebol. Logo eu, que “adoro”. Aliás, eu acho uma babaquice, quando vejo aquele povo sofrendo, literalmente morrendo, por um bando de zé, que não estão nem aí pro povo que está chorando nas arquibancadas. O pessoal faz literalmente absurdos por esses jogadores de futebol. Acho tão engraçado, quando falam que fulaninho morreu em briga de torcida, dizendo que um “inocente” morreu. Desculpa, na boa, quem é cidadão e inocente não vai estar ali naquele meio.
Mas não vamos fugir ao assunto. Focar no título do post.
E é realmente um esporte de dinossauros. Ou pelo menos as regras são. Por que depois de ver uma partida de Rugby, você tem a nítida noção que futebol é esporte de moça e criança.
Mas e as regras? Impressionante como o tempo passa, a uva-passa, as coisas evoluem (ou não), os outros esportes evoluem e o futebol continua com o mesmo conjunto de regras da época que foi inventado. Mas o que nós podemos esperar de regras feitas por dinossauros?
No tênis, em torneios do Gran Slam, temos o “Desafio”. Um sistema de câmeras, ultra high-tech, que enchergam a bolinha com uma qualidade absurda, dizem se ela foi dentro ou foi fora. Viu-se que, mesmo com 11 olhos (1 juiz de cadeira e mais 10 juizes de linha), a bolinha passa muito rápido, muitas vezes acima dos 200km/h, não é suficiente. Pra não ficar a dúvida em cada jogada, ficar parando a todo momento, cada jogador tem o direito de 3 “desafios” errados por set, ou seja, se ele pedir o desafio e errar, ele perde. No caso, de pedir o “desafio” e acertar, você não perde aquele direito. Você só vai pedir o “desafio” quando ter uma certeza que vai ganhar. Nem sempre acontece, mas evita isso, ficar parando a toda hora.
Outros esportes, talvez não usem a mesma tecnologia, mas tem uma quantidade bem maior de juizes pela quantidade de jogadores envolvidos e o tamanho do campo utilizado. No vôlei, temos 2 juizes (um em cima e outro embaixo, cada um de um lado da rede) e mais 4 bandeirinhas, pra uma quadra de 9×18 e apenas 6 jogadores.
Agora, no cenozoico futebol, podemos ter campos para jogos internacional de 110x75m, com 1 maluco de juiz (sem mãe, só pode), 2 bandeirinhas (provavelmente sem mãe também). Querem que ele veja tudo e não erre. É de lascar. E não fazem nada, absolutamente nada, para melhorar as condições de trabalho dos juizes e bandeirinhas.
Pra mim, qualquer alegação de não uso da tecnologia no futebol é burra e retrógada. As que mais ouço são:
1) “Tira a graça do futebol”. Então a graça é ter maracutaia, roubo, erro? Imagine, você, no dia-a-dia, sofrer uma injustiça descarada, não é ruim? Por que no futebol vai ser diferente? Você é jogador, está lá lutando o ano todo, vai ganhar um título e ai, por um erro do “infeliz” do juiz, coloca tudo a perder? E não querer fazer nada que melhore isso? Fala sério neh.
2) “Não dá para colocar tecnologia em todo o jogo”. E por acaso, qualquer joguinho de tênis tem o “Desafio”? Caramba, em todo jogo de Série A e Série B, tem televisão com 1000 câmeras. Ou que faça em torneios Internacionais de seleção e clubes.
3) “Vai deixar o jogo muito parado”. Muito mais parado já é. Quando tem qualquer lance duvidoso, lá vai aquele bando de marmanjo ficar se roçando no juiz pra que ele mude de idéia. Vem cá, alguém já viu algum juiz voltar um penalti? Faz que nem o tênis, estipula uma quantidade de “desafios” também.
Além dessa repulsa ao uso da tecnologia, onde todo mundo tem acesso, mas a quem interessa mesmo, que é o juiz, não tem acesso, certas regras do futebol dão nos nervos, num é verdade? Pra que 45min em cada tempo, onde realmente são jogados uns 30min? Querem enganar a quem? Faz um tempo parado que nem o futebol de salão ou de areia. Evita aquela enrolação toda e teatro que fazem quando sofrem uma falta. Quando tem substituição, o cara sai desfilando pra ganhar tempo, aff…
Faltas. O cara pode passar o jogo inteiro fazendo falta, se não for violenta, ou como o Arnaldo Cesar Coelho enche a boca pra falar, “com força desproporcional”, tudo beleza para o infrator. Nem ele, nem o time que é faltoso, é penalizado. No basquete, tem a falta coletiva e individual. Quem faz falta demais, o time adversário fica com direitos de lance livre. Então você evita ser faltoso, por que ai, o time adversário tem a todo momento chance de converter o lance livre.
Nem a tal bola com chip, a FIFA autoriza.
O texto está longo e vou parando por aqui. Mas vocês viram neh? Tudo no futebol induz ao erro, à dúvida e dá margem à maracutaia, corrupção, trambicagem.
Pois é, quem fanático por futebol, só tenho uma coisa a dizer: LAMENTO

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